O Partido dos Trabalhadores oficializou neste sábado (25) a candidatura de Fernando Haddad ao Governo do Estado de São Paulo. A decisão foi confirmada durante convenção realizada em Campinas, no interior paulista, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de lideranças de partidos aliados.
A chapa terá Márcio França, do PSB, como candidato a vice-governador. O evento também confirmou candidaturas proporcionais do PT e serviu para oficializar a Federação PT/PCdoB/PV na disputa eleitoral em São Paulo.
Haddad disputará o governo paulista pela segunda vez. Advogado, professor de ciência política, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda, ele deixou o comando da área econômica em março para se dedicar à eleição estadual.
No discurso, Haddad fez críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e afirmou que áreas como segurança, saúde, educação e população em situação de rua pioraram no estado. O petista também atacou as privatizações realizadas pela atual administração, citando a Sabesp e linhas do sistema metroferroviário.
A convenção teve forte presença de nomes nacionais da base do governo Lula. Além de Alckmin, participaram as pré-candidatas ao Senado Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede.
Lula usou o discurso para defender Haddad e alertar apoiadores sobre o uso de inteligência artificial na campanha eleitoral. Segundo o presidente, adversários políticos devem recorrer a conteúdos falsos e manipulações digitais para tentar influenciar o eleitorado.
O presidente também destacou a formação da aliança em torno de Haddad e citou trajetórias de nomes que estiveram em campos opostos no passado, como Simone Tebet e Márcio França, mas que agora integram a base de apoio.
Marina Silva defendeu o legado de Haddad na educação e afirmou que sua atuação ajudou a ampliar oportunidades para jovens de periferia em instituições federais. Simone Tebet, por sua vez, criticou ataques às urnas eletrônicas e associou o discurso de desconfiança no sistema eleitoral ao bolsonarismo.
A oficialização de Haddad ocorre dentro do calendário de convenções partidárias, etapa em que as siglas definem seus candidatos para as eleições. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções, e os nomes devem ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha começa oficialmente no dia seguinte.
Em 2026, os eleitores vão votar para presidente, governador, duas vagas ao Senado por estado, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, no caso do Distrito Federal.


