Cerca de 80 alunos da escola de tempo integral AMEI Vera Lúcia Machado Massis participaram, nesta sexta-feira (24), de uma experiência que foi muito além da sala de aula. Na Praia do Itararé, os estudantes mergulharam — literalmente — em uma vivência que uniu esporte, educação ambiental e desenvolvimento pessoal.
Realizada na Escola de Surf Ilha Porchat, a atividade foi promovida em parceria com a Secretaria de Esportes e a Secretaria de Educação, com o tema “Vivência de Surf”.
Aprendizado na prática, com os pés na areia
A proposta foi apresentar o surf como prática corporal e expressão cultural do litoral, ao mesmo tempo em que estimulava habilidades como equilíbrio, coordenação motora e consciência corporal. Divididos em grupos, os alunos participaram de um circuito com três eixos principais.
No primeiro, voltado ao esporte, as crianças tiveram contato com a prancha e participaram de aulas introdutórias de surf — para muitos, a primeira experiência no mar.
No segundo momento, a praia se transformou em um verdadeiro laboratório a céu aberto. Os alunos observaram conchas, resíduos e formas de vida marinha, registrando tudo em desenhos e anotações. A atividade conectou a prática ao conteúdo já estudado em ambientes como manguezais e estuários.
Já no terceiro eixo, o foco foi o bem-estar e a sensibilização. Brincadeiras na areia, contato com o mar e a escuta dos sons da natureza ajudaram a fortalecer o vínculo afetivo com o território.
Muito além do esporte
Para o coordenador da escola de surf, Cleiton Zanqueta, a experiência é essencial para o desenvolvimento das crianças. “Esse contato com a natureza e com o esporte ao ar livre contribui para o crescimento físico, social e pedagógico”, destacou.
A coordenadora pedagógica Paula Massae reforçou que a atividade integra um trabalho contínuo de educação ambiental. “Aqui, os alunos conseguem vivenciar na prática o que aprendem em sala, ampliando o olhar sobre a biodiversidade”, explicou.
Descobertas que marcam
O entusiasmo das crianças foi um dos pontos altos da atividade. Ryan, de 10 anos, comemorou: “Consegui ficar em pé na prancha!”. Já Louise, de 9, destacou não só o surf, mas também o contato com a natureza: “A gente viu várias coisas, até um siri”.
Para a voluntária Andreia, o impacto vai além do momento. “O surf traz equilíbrio físico e emocional e fortalece a relação com o meio ambiente. É importante que eles entendam que esse espaço é deles também”, afirmou.
Aprender vivendo
Mais do que uma aula diferente, a experiência mostrou que o aprendizado ganha força quando acontece no território. Entre ondas, descobertas e novas habilidades, os alunos ampliaram conhecimentos, criaram memórias e fortaleceram a conexão com o lugar onde vivem.
Como resume a proposta da atividade: aprender no território é reconhecer que cada espaço carrega histórias, relações e oportunidades de transformação.


