Quem ainda acredita que telefone fixo é coisa restrita a escritórios certamente se surpreenderia com o que foi encontrado na areia da Praia Central de Mongaguá no último sábado (18). Entre centenas de resíduos recolhidos, um aparelho telefônico virou símbolo do descarte irregular em um dos principais cartões-postais da cidade.
Mas o que mais chamou atenção não foi apenas o tipo de lixo encontrado — e sim a mobilização de dezenas de jovens da ONG Esporte Vida, que transformaram indignação em ação.
Quase 250 quilos de resíduos em poucas horas
Ao final do mutirão, a balança marcou impressionantes 248,8 kg de resíduos — o equivalente ao peso de três geladeiras grandes. A ação, realizada em uma única manhã, reuniu alunos do projeto Surf Escola, com apoio da Prefeitura de Mongaguá, da Sabesp e do Consórcio Baixada Santista.
O grupo realizou um verdadeiro “pente-fino” na orla, retirando desde objetos volumosos até o chamado microlixo — como bitucas de cigarro e fragmentos plásticos, que muitas vezes passam despercebidos, mas representam grave risco à vida marinha.
Consciência que transforma
Para o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Barril, o maior resultado da ação vai além dos números.
“Ver o entusiasmo desses jovens cuidando do lugar onde vivem e surfam mostra que há esperança. A praia não é lugar de descarte, e essa consciência faz toda a diferença”, destacou.
Muito além da limpeza
Mais do que devolver a beleza à orla, o mutirão reforça a importância da participação coletiva na preservação ambiental. A iniciativa evidencia que pequenas atitudes — quando somadas — têm impacto direto na conservação dos ecossistemas costeiros.
Para os moradores, fica a certeza de que Mongaguá não conta apenas com ações pontuais, mas com uma verdadeira rede de proteção ambiental, formada pelo poder público e pela sociedade civil.
E, no meio de tanto lixo improvável, o telefone encontrado deixa um recado claro: é hora de mudar a forma como nos relacionamos com o meio ambiente.


