A Prefeitura de São Paulo vai ampliar o programa Smart Sampa com duas novas frentes de monitoramento: um aplicativo para que a população ajude a identificar veículos roubados ou furtados e o uso de um helicóptero equipado com tecnologia de leitura de placas à distância.
Pelo modelo apresentado, o aplicativo permitirá que o usuário fotografe a placa de um carro ou de uma motocicleta para que o sistema faça a checagem em registros policiais. Se houver indício de irregularidade, a informação passará por validação técnica e, em caso de confirmação, a Guarda Civil Metropolitana será acionada para a abordagem e eventual apreensão do veículo.
Segundo a Prefeitura, a ferramenta não será usada para reconhecimento facial nem para denúncias relacionadas a infrações como rodízio ou falta de pagamento de IPVA. A promessa da administração é que o uso do aplicativo ocorra de forma anônima, dentro das regras de proteção de dados.
A nova etapa do Smart Sampa também prevê o uso de um helicóptero com câmera de longo alcance capaz de realizar reconhecimento facial e leitura de placas a distância. A aeronave deverá apoiar buscas por suspeitos, acompanhamento de ocorrências em andamento e ações conjuntas das forças de segurança, além de poder ser utilizada em operações noturnas com apoio de visão térmica e infravermelha.
O equipamento ainda está em fase de testes práticos para avaliar sua viabilidade técnica, operacional e financeira. Por isso, a compra da aeronave não está nos planos neste momento. A operação será feita por meio de locação, com uso previsto de acordo com a demanda das ocorrências.
A expansão reforça a aposta da gestão municipal em tecnologia de vigilância e monitoramento em larga escala. Ao mesmo tempo, reacende o debate sobre privacidade, margem de erro e limites de uso desses sistemas no espaço urbano.


