As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem de maneira desigual as exportações brasileiras e podem alcançar cerca de 42% de tudo o que o Ceará vende ao exterior. O impacto varia conforme a dependência de cada estado do mercado norte-americano e a composição da pauta exportadora.
No Ceará, 46% das exportações têm os Estados Unidos como destino. Desse fluxo, 91,3% está sujeito às novas alíquotas, o que equivale a aproximadamente 42% de todas as vendas externas cearenses. Produtos industriais com forte presença no comércio bilateral elevam a exposição do estado.
O Espírito Santo também aparece entre os mais afetados. O mercado norte-americano recebe 27% das exportações capixabas, e 68,6% desse volume foi alcançado pelas tarifas. Na prática, 18,5% de tudo o que o estado exporta fica sujeito às novas cobranças.
Em Santa Catarina, os Estados Unidos representam 12,1% das vendas ao exterior. Como 80,7% desse comércio foi incluído nas medidas, a parcela afetada corresponde a 9,7% das exportações totais do estado.
São Paulo concentra o maior volume de vendas brasileiras ao mercado norte-americano, mas tem exposição proporcional menor. As tarifas alcançam 41,5% do que o estado envia aos Estados Unidos e 7,7% de suas exportações totais. A exclusão de produtos aeronáuticos e do suco de laranja reduziu o impacto sobre a pauta paulista.
O cálculo considera dados de 2025 do sistema oficial de comércio exterior brasileiro e a lista tarifária norte-americana. As proporções indicam exposição potencial, mas não antecipam o efeito final sobre produção, empregos ou preços. Esse resultado dependerá da duração das medidas, da capacidade de redirecionar mercadorias e de eventuais negociações ou novas exceções.


