Os valores pagos por jogadoras brasileiras no mercado internacional cresceram cerca de 170% desde 2024. A valorização ganhou um novo marco com a transferência de Kerolin do Manchester City para o Barcelona por 1,2 milhão de euros, aproximadamente R$ 7,1 milhões.
O negócio superou o recorde anterior de Amanda Gutierres, negociada pelo Palmeiras com o Boston Legacy por US$ 1,1 milhão, cerca de R$ 5,6 milhões, em outubro de 2025.
A sequência de grandes transferências começou em abril de 2024, quando Tarciane deixou o Corinthians rumo ao Houston Dash por R$ 2,6 milhões. Meses depois, Priscila saiu do Internacional para o América do México por R$ 2,8 milhões.
Tarciane voltou a liderar o ranking em fevereiro de 2025 ao ser transferida do Houston Dash para o Lyon por US$ 960 mil. O crescimento das cifras acompanha o aumento de audiência, patrocínio e investimento em ligas femininas.
Kerolin tornou-se a quarta maior transferência da história do futebol feminino mundial. Além do desempenho esportivo, a atacante ganhou projeção em campanhas globais e ampliou seu valor comercial.
A Deloitte estima que os esportes femininos possam gerar cerca de US$ 3 bilhões em receitas em 2026. Para os clubes brasileiros, o desafio é converter a valorização internacional em formação de atletas, estrutura permanente e campeonatos mais competitivos.


