O acesso de passageiros ao terminal de cruzeiros de Santos continua sendo um dos principais desafios da temporada marítima. Ônibus de turismo, carros de aplicativo e veículos particulares dividem parte do trajeto com caminhões que transportam contêineres para o Porto, cenário que pode provocar filas e atrasos nos dias de maior movimento.
Entre as soluções discutidas estão faixas preferenciais para ônibus, sinalização específica, áreas organizadas para embarque e desembarque e uma coordenação mais próxima entre Prefeitura, Autoridade Portuária, concessionárias rodoviárias e empresas do setor. O Concais afirma que o planejamento de cada temporada é realizado em conjunto com os órgãos envolvidos.
O problema não se limita ao entorno do terminal. A saturação do Sistema Anchieta-Imigrantes e a sobreposição entre os acessos urbano e portuário também afetam quem chega à cidade. Para especialistas, a atividade precisa de intervenções permanentes de mobilidade, além de operações especiais nos dias de embarque.
Santos concentra grande parte das vendas de cruzeiros nacionais. Segundo dados do setor, cerca de 70% das reservas domésticas comercializadas por uma das maiores operadoras do país têm embarque na cidade.
Agências recomendam que os passageiros cheguem com antecedência e, quando possível, durmam em Santos na véspera. Outra proposta discutida é integrar o terminal ao VLT, criando uma ligação mais direta com a Rodoviária e outros pontos do município.


