O número de famílias formadas por uma única pessoa voltou a crescer no Bolsa Família em 2026. Entre janeiro e julho, o programa recebeu 344 mil novos cadastros desse tipo.
No mesmo período, o total de beneficiários passou de 18,8 milhões para 19,3 milhões. A alta interrompe uma sequência de redução iniciada após a revisão dos registros com suspeita de divisão artificial de famílias.
O governo afirma que a oscilação é esperada diante do tamanho do programa e dos movimentos mensais de entrada e saída. Também diz não ter identificado sinais de uma nova onda de cadastros artificiais.
Mesmo assim, técnicos e especialistas recomendam atenção aos municípios com concentração elevada. Em julho, 3.813 cidades tinham proporção de famílias unipessoais acima da meta nacional de 16%, e 736 superavam 25%.
O governo estuda metas regionalizadas para considerar diferenças demográficas. A tendência de redução do tamanho das famílias e o aumento do número de pessoas que vivem sozinhas também ajudam a explicar parte do avanço.
Imagem gerada por IA.


