O mercado ilegal provocou perdas próximas de R$ 500 bilhões no Brasil em 2025, segundo estimativa do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade. O cálculo reúne prejuízos de empresas formais, evasão de tributos e circulação de produtos falsificados, contrabandeados ou vendidos fora das regras.
O levantamento aponta que apenas 15 dos cerca de 50 setores afetados divulgam dados consolidados, o que indica que o impacto real pode ser maior. Entre os segmentos atingidos estão vestuário, bebidas, cigarros, combustíveis, medicamentos, eletrônicos, cosméticos e artigos esportivos.
No mercado de produtos esportivos, uma estimativa da associação Ápice indica que 34% das peças comercializadas eram falsificadas. Isso representaria 225 milhões de unidades, perda de R$ 31,8 bilhões para o setor formal e aproximadamente R$ 7,4 bilhões em impostos não recolhidos.
Além de reduzir a arrecadação e a geração de empregos, o comércio ilegal pode expor consumidores a mercadorias sem controle de qualidade ou segurança. Entidades empresariais defendem integração entre fiscalização, forças policiais, plataformas digitais e órgãos tributários, além de campanhas que ajudem o público a identificar produtos irregulares.


