Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 24,4% menor que a perda de R$ 3,16 bilhões apurada nos três primeiros meses do ano. Somados, os números aproximam o déficit do primeiro semestre de R$ 5,5 bilhões.
A receita com vendas e serviços alcançou R$ 4,01 bilhões entre abril e junho, acima dos R$ 3,86 bilhões do trimestre anterior. A estatal atribuiu a melhora relativa a medidas de reestruturação, redução de despesas e revisão de operações, embora o balanço continue mostrando forte desequilíbrio financeiro.
A empresa enfrenta queda no volume de correspondências, maior competição no mercado de encomendas e custos elevados com pessoal e manutenção da rede. O plano de recuperação inclui renegociação de contratos, mudanças administrativas e busca de novas fontes de receita em logística e serviços digitais.
A redução do prejuízo trimestral não elimina o desafio acumulado. A capacidade de sustentar a operação dependerá da continuidade dos ajustes e do desempenho nos próximos balanços. Como empresa pública responsável por atender todos os municípios brasileiros, os Correios também precisam conciliar eficiência financeira com obrigações de universalização do serviço postal.


