O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, alcançou o terceiro lugar em duas pesquisas divulgadas nesta semana. O avanço ocorreu depois de maior exposição na televisão e de um crescimento expressivo de visualizações nas redes sociais.
No levantamento BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11% das intenções de voto. Na pesquisa Atlas/Bloomberg, avançou de 1,6% para 7,8%. Os números foram coletados após o primeiro debate presidencial e durante o início da propaganda eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro continuam liderando os cenários de primeiro e segundo turnos. As pesquisas divulgadas não apresentaram simulações de uma eventual disputa direta envolvendo Cury na etapa final.
Analistas consideram que o candidato do Avante passou a mobilizar eleitores cansados da polarização e atraídos por uma linguagem associada a pacificação, saúde mental e desenvolvimento pessoal. A avaliação, porém, é que o desempenho ainda precisa ser testado com maior exposição e cobrança sobre propostas concretas.
Dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que Cury concentrou a maior parte das despesas iniciais de campanha nas plataformas digitais. Foram informados R$ 50 mil para impulsionamento de publicações e gastos adicionais com hospedagem de seguranças.
O candidato negou o uso de robôs ou contratos com influenciadores para inflar artificialmente o alcance. Ele atribuiu o crescimento ao desempenho no debate e disse ter recebido os resultados com cautela. As campanhas de Lula e Flávio afirmam acompanhar o movimento, mas ainda não consideram alterado o cenário principal da disputa.


