Bruno Dantas formalizou sua renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União, abrindo uma vaga que deverá ser preenchida por indicação do Senado. A decisão foi comunicada em caráter irretratável e produzirá efeitos a partir de 9 de setembro.
Na carta encaminhada ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, Dantas afirmou que a saída é pessoal e voluntária e vinha sendo amadurecida nos últimos meses. Aos 48 anos, ele poderia permanecer no tribunal por mais de duas décadas, até atingir a idade da aposentadoria compulsória.
O senador Rodrigo Pacheco, do PSB de Minas Gerais, tornou-se o principal nome cotado para a vaga. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trabalha há meses para conduzir o ex-presidente da Casa ao Tribunal de Contas e pretende aproveitar o período de esforço concentrado no Congresso.
A cadeira pertence à cota de indicações do Senado. Alcolumbre avalia submeter o nome de Pacheco diretamente ao plenário, sem a realização de uma nova sabatina, possibilidade que deverá ser discutida pelos parlamentares.
Pacheco havia sido defendido por Alcolumbre para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, escolha que enfrentou resistência no Senado.
Dantas afirmou que pretende se dedicar a novos projetos, à vida acadêmica e ao debate público. Também avalia propostas da iniciativa privada. A indicação e a aprovação de seu sucessor ainda dependem da tramitação no Senado.


