PF aponta suspeitas de lavagem e corrupção no financiamento de Dark Horse negociado por Flávio

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A Polícia Federal relaciona o financiamento de Dark Horse negociado por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro a hipóteses de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Na representação de 8 de julho de 2026 que integra o Inquérito 5.070, os investigadores pedem que se apure se a estrutura utilizada para os aportes ocultou a origem ou o destino dos recursos e se houve vantagem indevida associada ao exercício de cargo público.

O documento reserva uma seção aos possíveis enquadramentos criminais. Para a hipótese de lavagem, a PF aponta indícios de uso de uma empresa brasileira e de um fundo estrangeiro para dissimular aspectos da movimentação financeira. A apuração deve identificar quem forneceu os valores, quem controlou as operações e quem foi efetivamente beneficiado.

No caso da corrupção, a representação condiciona a hipótese à comprovação de que o financiamento foi solicitado, oferecido, prometido ou recebido em razão da função pública de um agente político. A polícia pretende verificar, portanto, se os aportes ao filme sobre Jair Bolsonaro tiveram alguma contrapartida ilícita, direta ou indireta.

Trecho da representação da PF com hipóteses preliminares de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento de Dark Horse.
Página 13 da representação da PF de 8 de julho de 2026: os enquadramentos são apresentados como preliminares e dependentes de diligências.

A PF também inclui a possibilidade de evasão de divisas, caso sejam constatadas remessas com declarações falsas, intermediários usados para esconder os destinatários ou finalidade diferente da informada. Outra hipótese mencionada é a atuação de um grupo estável e organizado para movimentar valores e ocultar beneficiários. Os próprios investigadores ressalvam que essa classificação é preliminar.

O pedido se apoia em informações financeiras do Coaf e em dados extraídos do celular de Vorcaro. A análise identificou US$ 12.333.335 remetidos pela Entre Investimentos ao Havengate Development Fund LP entre fevereiro e setembro de 2025. Mensagens examinadas pela polícia registram a participação de Flávio nas cobranças e no acompanhamento da produção.

Os investigadores solicitaram contratos, aditivos, documentos de câmbio, notas fiscais e comunicações para confrontar a finalidade apresentada nas negociações com o destino dos pagamentos. Também pediram o esclarecimento da atuação dos participantes na estruturação e na execução dos aportes.

Flávio afirma que ajudou a captar financiamento privado para o filme e nega ilegalidade. A investigação busca verificar a origem, a circulação e as condições desse financiamento; a representação não estabelece condenação nem comprova que uma contrapartida ilícita tenha ocorrido.

Consulte o documento público na íntegra.

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