Canais de WhatsApp ligados às campanhas atuaram intensamente durante o segundo turno. Do lado de Lula, mensagens pediram mobilização para ajudar eleitores diante da falta de ônibus. Em espaços favoráveis a Flávio Bolsonaro, circularam alegações de irregularidade e críticas à prorrogação da votação.
O alcance desses canais permite compartilhar orientações rapidamente, mas também pode espalhar suspeitas antes que elas sejam verificadas. Os problemas de transporte precisam ser apurados com dados dos operadores, dos governos locais e da Justiça Eleitoral. Mensagens de campanha, isoladamente, não comprovam fraude.
O episódio reforça a necessidade de separar informação confirmada, denúncia ainda em investigação e opinião política, sobretudo em uma eleição decidida por margem estreita.


