O Ministério Público do Trabalho recebeu 941 denúncias de assédio eleitoral entre o fim da votação de domingo (25) e a tarde de quarta-feira (28). As queixas surgiram após a vitória de Lula e incluem relatos de pressão sobre empregados por causa de sua escolha nas urnas.
Publicações nas redes sociais passaram a incentivar demissões de pessoas que votaram no presidente e boicotes a estabelecimentos associados a seus apoiadores. Segundo o MPT, ameaças, dispensas, recusa de contratação e outras retaliações motivadas pelo voto podem caracterizar assédio eleitoral mesmo depois da eleição.
As 941 denúncias representam quase um terço das 2.878 recebidas pelo órgão ao longo de 2026 até aquele momento. O total registra acusações que precisam ser examinadas individualmente; não significa que todas as ocorrências já tenham sido comprovadas.
O voto é secreto, e a liberdade de convicção política do trabalhador também deve ser respeitada dentro da empresa. O MPT orienta que quem sofrer pressão preserve mensagens e outros registros para a apuração.


