Estados Unidos e China avançam em programas distintos para estabelecer presença humana duradoura perto do polo sul da Lua. A região concentra áreas permanentemente sombreadas que podem guardar gelo, recurso estratégico para consumo, produção de oxigênio e fabricação de combustível.
A Nasa reorganizou o programa Artemis para realizar novos testes antes do pouso. A missão Artemis III ficou dedicada à demonstração de sistemas em órbita terrestre, enquanto a Artemis IV deverá levar dois astronautas à superfície e mantê-los por cerca de uma semana. O projeto de longo prazo prevê habitats, energia, comunicações, veículos e transporte de carga.
A China lidera a Estação Internacional de Pesquisa Lunar, em parceria com outros países. A agência espacial chinesa prevê um modelo básico no polo sul até 2035, apoiado por missões robóticas como Chang’e 7 e Chang’e 8. O plano ampliado contempla estruturas na superfície e em órbita.
Os dois programas enfrentam desafios técnicos, financeiros e jurídicos. Poeira abrasiva, radiação, temperaturas extremas e noites de aproximadamente 14 dias exigirão novos sistemas de proteção e energia. O Tratado do Espaço Exterior impede a apropriação nacional do território, mas a disputa pelo acesso a áreas ricas em recursos ainda não tem regras operacionais completas.


