A própolis, tradicionalmente associada a remédios caseiros, começa a ganhar espaço em pratos, sobremesas e drinques de restaurantes brasileiros. Chefs e mixologistas exploram o sabor intenso da resina produzida pelas abelhas.
No Bar Guarita, em São Paulo, o bartender Jean Ponce utiliza gotas de própolis verde na finalização de coquetéis. Ele compara o potencial do ingrediente ao da angostura, bitter que nasceu como medicamento e se tornou presença frequente nos bares.
A sommelière de cervejas Bia Amorim também experimentou a própolis em uma versão de Negroni. A proposta foi criar uma camada aromática e uma espuma resinosa, substituindo parte da função dos bitters tradicionais.
Na confeitaria, o produto aparece em sobremesas para acrescentar identidade e contraste. O uso ainda é restrito, mas profissionais avaliam que o ingrediente pode despertar memória afetiva ligada aos cuidados domésticos.
Existem diferentes variedades, normalmente identificadas pelas cores verde, vermelha e amarela. A origem vegetal altera aroma e sabor, permitindo aplicações distintas na gastronomia e na coquetelaria.


