Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou um esquema alarmante envolvendo falsos médicos que atuavam em um hospital particular da zona leste da capital paulista. Nesta terça-feira (26), agentes deram início à segunda fase da Operação Hipócrates, que apura atendimentos ilegais realizados por suspeitos sem formação médica adequada.
De acordo com o inquérito, dois homens teriam se passado por profissionais da saúde durante cerca de dois anos, período em que realizaram aproximadamente 2 mil atendimentos. As investigações apontam ainda que nove pacientes morreram após supostos erros e falhas nos procedimentos prestados. A operação cumpre mandados de prisão temporária, buscas e apreensões em cidades da Grande São Paulo, incluindo Guarulhos, São Bernardo do Campo, Poá e Mogi das Cruzes.
Além dos suspeitos, a polícia também investiga possíveis falhas administrativas do hospital. A Justiça determinou o afastamento da gestora operacional e do diretor clínico da unidade enquanto o caso segue sob apuração. Segundo os investigadores, há indícios de negligência e omissão por parte da instituição de saúde. A força-tarefa mobiliza dezenas de agentes e busca responsabilizar todos os envolvidos no esquema que colocou pacientes em risco.


