O Ministério Público de São Paulo denunciou 16 pessoas por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. A acusação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, realizada há um ano com participação do Ministério Público, Receita Federal e Polícia Federal.
Segundo os promotores, o grupo teria usado empresas do setor de combustíveis e estruturas da economia formal para ocultar recursos. A investigação aponta importação e adulteração de combustíveis com uso de nafta, simulação de operações comerciais e possível sonegação de tributos.
Entre os denunciados está Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, apontado como foragido. Admar de Carvalho Martins, o Dema, também foi acusado. Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo, investigado no mesmo contexto, não integra esta denúncia específica.
A apresentação da denúncia não significa condenação. Caberá à Justiça decidir se recebe a acusação e dá início à ação penal, na qual os investigados poderão exercer plenamente o direito de defesa.
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