CBF cria grupo de trabalho para melhorar arbitragem no Brasil

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Comissão debaterá profissionalização, formação e uso de tecnologia. Presidente da federação do Amapá Raimundo Góes Netto liderará grupo com relatório em 60 dias.

A CBF criou grupo de trabalho para debater e apresentar propostas para melhorias na arbitragem do país. A portaria convidando membros da comunidade do futebol nacional a se inscreverem para participar da comissão foi assinada nesta quinta-feira pelo presidente Samir Xaud. O grupo seguirá modelo semelhante ao montado para discussões sobre Fair Play financeiro cujas regras do sistema brasileiro serão apresentadas dia 26 de novembro em evento em São Paulo.

O presidente da federação do Amapá Raimundo Góes Netto liderará grupo de discussão da arbitragem incluindo também presidente da Comissão Nacional de Arbitragem Rodrigo Cintra. A portaria prevê participação de representantes de clubes das séries A e B, federações, de árbitros e assistentes e consultores independentes podendo se inscrever até dia 29 de outubro. A expectativa é que sejam debatidos temas como profissionalização da arbitragem, formação e treinamento dos árbitros, gestão e uso de tecnologia sendo relatório apresentado 60 dias após início dos trabalhos.

É resposta às críticas recentes à arbitragem nacional alvo frequente dos clubes. Neste mês árbitros Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva foram afastados após erros cometidos em partidas do Brasileirão. Espera-se para ano que vem início de projeto piloto de profissionalização de árbitros. Além disso há desejo de implantar no Brasileiro de 2026 impedimento semiautomático tendo Cintra viajado à Inglaterra neste final de semana para reunir-se com executivos da Genius empresa britânica fornecendo serviço à Premier League despontando como favorita da CBF para torneios nacionais.

A criação do grupo de trabalho representa reconhecimento institucional da CBF sobre necessidade urgente de reformas estruturais na arbitragem brasileira frequentemente criticada por inconsistências decisórias prejudicando credibilidade das competições nacionais. A profissionalização dos árbitros alinharia Brasil a padrões internacionais adotados por principais ligas europeias onde árbitros recebem remuneração fixa dedicando-se exclusivamente à função permitindo treinamento contínuo e maior preparação física e técnica resultando em melhoria significativa na qualidade das decisões durante partidas.

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