A Apple pediu a um juiz federal dos Estados Unidos uma liminar contra o projeto de hardware da OpenAI. A empresa quer impedir que a desenvolvedora do ChatGPT e suas afiliadas usem informações que, segundo a acusação, teriam sido retiradas por ex-funcionários.
O pedido também busca acelerar a coleta de documentos e depoimentos. A Apple afirma que o ritmo normal do processo seria lento demais porque o material contestado pode estar influenciando o desenvolvimento de um dispositivo ainda não revelado ao público.
Acusações envolvem arquivos e recrutamento
A ação foi apresentada em julho na Califórnia. Entre os réus estão dois ex-funcionários da Apple e a io Products, startup de dispositivos incorporada pela OpenAI em uma operação de US$ 6,5 bilhões. A empresa acusa um antigo engenheiro de acessar sistemas internos e baixar arquivos confidenciais de produtos não lançados. As alegações ainda não foram julgadas.
Outro ex-executivo é acusado de usar conhecimento reservado durante o recrutamento de profissionais e de pedir que candidatos levassem componentes físicos a entrevistas. A OpenAI nega buscar segredos industriais de outras empresas e afirma não ter visto evidências que sustentem a ação.
Uma liminar não precisa interromper todo o projeto, mas pode obrigar a OpenAI a isolar pessoas, arquivos e partes do trabalho ligadas às informações contestadas. Isso poderia atrasar decisões de engenharia, testes e negociações com fornecedores.
O caso transforma em disputa judicial uma relação que também envolve parceria. O ChatGPT foi integrado como recurso opcional ao Apple Intelligence, mas as empresas se aproximaram da concorrência direta quando a OpenAI contratou especialistas em hardware e incorporou a equipe ligada ao ex-chefe de design da Apple, Jony Ive.


