HP, Asus e Acer estão se aproximando da memória produzida pela chinesa ChangXin Memory Technologies, a CXMT, diante da escassez global de DRAM. A HP iniciou testes de qualificação, enquanto Asus e Acer pediram a fabricantes parceiros na China que avaliem componentes produzidos no país.
Isso não significa que os chips já estejam presentes em todas as linhas de computadores. Qualificação técnica, compra regional e adoção em massa são etapas diferentes, e as empresas ainda não anunciaram uma implantação ampla.
Demanda de IA pressiona computadores comuns
Data centers de inteligência artificial consomem grandes volumes de memória de alta largura de banda e DRAM para servidores. Samsung, SK Hynix e Micron direcionam investimentos para esses componentes, que oferecem margens maiores e contratos de longo prazo. Com isso, notebooks e desktops disputam uma parcela menor da capacidade disponível.
A HP informou que os preços de memória dobraram e passaram a representar uma fatia maior do custo de seus notebooks. A pressão pode provocar aumento no varejo, redução da capacidade instalada ou atraso em lançamentos. Um fornecedor adicional ajuda a manter as fábricas em operação, mesmo quando a economia no preço final é limitada.
Fundada em 2016, a CXMT se tornou a principal fabricante chinesa de DRAM. Estimativas do setor apontam que a companhia alcançou cerca de 8% das remessas globais em 2025. Seus chips ainda precisam passar por testes de compatibilidade com processadores, placas, firmware, consumo de energia e diferentes condições de uso.
A política comercial pode dividir as linhas por região. A CXMT enfrenta restrições e escrutínio nos Estados Unidos, o que pode levar fabricantes a usar memória chinesa em produtos destinados à Ásia ou Europa e componentes de outros fornecedores em modelos vendidos no mercado norte-americano.


