O reajuste do ICMS sobre combustíveis foi aprovado no Conselho Nacional de Política Fazendária, formado pelos estados e pelo Distrito Federal. O imposto cobrado sobre a gasolina e o etanol anidro passará de R$ 1,45 para R$ 1,64 por litro. Também foram fixados novos valores para diesel, biodiesel e gás de cozinha. As novas alíquotas devem produzir efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2027, após a ratificação prevista para os convênios.
A decisão coloca uma pergunta diante dos políticos de direita que passaram a campanha atacando impostos e atribuindo ao governo federal toda pressão sobre o custo de vida: a cobrança terá a mesma força quando a mudança vier dos estados? O ICMS é um tributo estadual e o reajuste foi pactuado no Confaz. Não foi uma decisão unilateral do governo Lula.
O aumento do imposto não significa, por si só, que o preço na bomba ou no botijão subirá exatamente o mesmo valor. O resultado depende dos repasses, dos custos e das margens ao longo da cadeia. Ainda assim, a medida acrescenta pressão sobre despesas que pesam no orçamento das famílias.
Quem fez dos combustíveis uma bandeira eleitoral precisa agora explicar sua posição sobre esta decisão estadual. Criticar impostos apenas quando a responsabilidade pode ser atribuída a um adversário enfraquece qualquer discurso de defesa do consumidor.


