Os quatro maiores bancos privados e públicos do País reforçaram as reservas destinadas a cobrir possíveis perdas com empréstimos. Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander registraram R$ 91,08 bilhões em provisões no primeiro semestre, aumento de 23% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O movimento sinaliza maior cautela diante da piora do crédito. As provisões consideram perdas esperadas, descontos concedidos nas renegociações e valores recuperados de dívidas que já haviam sido retiradas dos balanços. O volume reservado não significa que todo o dinheiro será efetivamente perdido.
Parte relevante da pressão está concentrada no agronegócio, afetado pela oscilação dos preços dos insumos e por condições climáticas adversas. Também há sinais de deterioração nas carteiras de pessoas físicas, principalmente em linhas emergenciais com taxas rotativas.
No Santander, os atrasos superiores a 90 dias alcançaram 3,3% da carteira em junho, alta de 0,7 ponto percentual em um ano. Mesmo com o início da redução dos juros pelo Banco Central, as instituições mantêm postura conservadora diante dos riscos fiscais, da inflação e da desaceleração da atividade econômica.


