A possibilidade de novas parcerias na exploração de urânio movimenta empresas brasileiras e estrangeiras. Ao menos cinco grupos articulam projetos de pesquisa mineral, energia nuclear e aproveitamento do minério no país. Entre os interessados há ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro.
Uma das iniciativas reúne o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque e uma companhia com parceria com a estatal russa Rosatom. Também aparecem no setor mineradoras australianas e uma empresa com operações nucleares nos Estados Unidos.
A exploração de urânio permanece monopólio da União, exercido pelas Indústrias Nucleares do Brasil. Uma lei sancionada em 2022 ampliou a possibilidade de a estatal firmar parcerias privadas, sem acabar com esse monopólio. O governo federal ainda prepara regras para detalhar como elas poderão funcionar.
Os projetos anunciados incluem pesquisa, recuperação de urânio associado a outros minerais e tecnologias de geração elétrica. Seu avanço dependerá de licenciamento, viabilidade econômica e das regras de segurança aplicáveis ao setor nuclear.


