A carta divulgada por Flávio Bolsonaro depois de sua chegada aos Estados Unidos provocou desconforto entre integrantes da própria direita. Parlamentares próximos ao senador disseram que não foram consultados sobre o documento e classificaram sua iniciativa como perigosa.
Na primeira versão, o candidato derrotado se apresentou como “verdadeiro presidente eleito”, embora Lula tenha vencido o segundo turno por cerca de 4,4 milhões de votos. O texto foi alterado e passou a chamá-lo de “líder do Brasil”, mas manteve a contestação do resultado sem apresentar prova de fraude.
O episódio amplia o isolamento político de Flávio. Aliados avaliam que a carta pode comprometer o capital eleitoral que ele reuniu na campanha, enquanto outras lideranças da direita se distanciam da tentativa de deslegitimar a votação.
A vitória de Lula foi proclamada pela Justiça Eleitoral. Discordar do governo eleito é parte do debate democrático; reivindicar uma Presidência que as urnas não concederam exige uma explicação que Flávio não apresentou.


