Um estudo do NetLab/UFRJ e do Painel Internacional sobre o Ambiente Informacional encontrou indícios de que a campanha de Lula pagou mais do que a de Flávio Bolsonaro para alcançar mil pessoas com anúncios no Facebook e no Instagram durante o primeiro turno.
Os pesquisadores analisaram 7.677 anúncios vinculados a 11 candidaturas presidenciais entre 16 de agosto e 4 de outubro. Em três dos quatro modelos estatísticos usados, a diferença estimada entre as duas campanhas foi significativa e variou de 33% a 43%. O quarto modelo apontou 10%, sem significância estatística.
Isso não prova que a Meta tenha deliberadamente favorecido um candidato. O preço dos anúncios depende de leilões e de fatores que a empresa não revela integralmente. A própria falta de transparência sobre os valores cobrados impediu que o estudo estabelecesse a causa da diferença. O resultado, por isso, pede explicações da plataforma e fiscalização da publicidade eleitoral, não uma conclusão antecipada sobre sua intenção.


