Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro teve participação discreta na campanha presidencial do enteado, Flávio Bolsonaro, durante o segundo turno. Ela apareceu poucas vezes ao lado do candidato e concentrou parte de sua agenda em atos com a governadora do DF, Celina Leão, que tenta a reeleição.
Aliados de Michelle dizem que a atuação mais limitada se explica também pela necessidade de dividir o tempo entre a política e os cuidados com Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Em junho, durante a pré-campanha, Michelle acusou publicamente Flávio de tê-la humilhado. Esse episódio compõe o histórico da relação, mas não permite concluir, sozinho, por que ela escolheu a atual agenda.
O contraste é politicamente relevante porque Michelle é uma das figuras mais conhecidas do bolsonarismo. Sua presença em palanques poderia ampliar o alcance da candidatura, especialmente entre eleitores que acompanham sua trajetória. Até agora, porém, ela não assumiu protagonismo na mobilização nacional pelo enteado.


