O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de bens e o sequestro de até R$ 6 bilhões de contas do advogado Willer Tomaz. Amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Willer é alvo de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro em benefício do parlamentar. O bloqueio é uma medida cautelar e não representa condenação.
Moraes também ordenou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Willer e de empresas ligadas a ele, além do cancelamento de seus passaportes. A apuração examina movimentações financeiras bilionárias em plataformas de apostas. Segundo dados do Ministério da Fazenda apresentados no caso, o advogado depositou R$ 258 milhões em bets em 2025 e fez apostas que somaram R$ 5 bilhões.
Os investigadores buscam esclarecer se Flávio tinha acesso a contas relacionadas ao advogado. A defesa de Willer nega que o senador tenha movimentado seus recursos ou sido usuário das contas. Também considera as medidas desproporcionais e afirma que a investigação está vasculhando sua vida financeira sem relação demonstrada com o caso original. A suspeita ainda precisa ser comprovada no processo.


