O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, começa a ser tratado por aliados como uma opção da direita para a Presidência em 2030. O movimento ocorre em meio a ataques de aliados de integrantes da família Bolsonaro e de eleitores bolsonaristas, que cobram dele fidelidade ao discurso do grupo.
O atrito ficou mais visível depois que Tarcísio defendeu o respeito ao resultado da eleição presidencial e afirmou que o momento era de olhar para a frente. A posição contrastou com a reação de Flávio Bolsonaro à derrota. Para a ala mais fiel ao ex-presidente, qualquer gesto de autonomia do governador soa como uma disputa pela liderança da direita. Michelle Bolsonaro, por outro lado, saiu em defesa de Tarcísio diante das críticas.
Interlocutores de Tarcísio avaliam que ele poderá construir uma candidatura nacional sem depender do aval de Jair Bolsonaro. O vice-governador Felício Ramuth já defendeu a ideia de que o bolsonarismo permanecerá na política, mas perderá protagonismo.
O governador, por sua vez, vincula qualquer plano nacional ao desempenho de seu segundo mandato em São Paulo. Até 2030, precisará administrar as pressões do clã Bolsonaro, a reação de seus eleitores e a própria gestão estadual. Não há candidatura formal anunciada.


