A guerra contra o Irã consumiu uma parcela expressiva dos estoques norte-americanos de interceptadores e munições de precisão. O desgaste aumenta a preocupação de aliados e pode incentivar adversários a testar a capacidade de resposta dos Estados Unidos em outras regiões.
Mais de 1,3 mil interceptadores Patriot teriam sido usados durante o conflito, segundo o The New York Times. Antes da guerra, o inventário norte-americano era estimado em menos de 1,7 mil unidades. A reposição completa poderá levar mais de dois anos porque a fabricação envolve cadeias industriais complexas e capacidade limitada.
O consumo também afeta a assistência militar à Ucrânia, que depende de sistemas de defesa aérea para proteger cidades e infraestrutura. Entregas foram reduzidas à medida que o Pentágono reavalia as próprias reservas e tenta equilibrar compromissos na Europa, no Oriente Médio e no Indo-Pacífico.
A Casa Branca e o Departamento de Defesa rejeitam a interpretação de que os Estados Unidos estejam sem meios para responder a novas ameaças. Autoridades afirmam que o país mantém capacidade militar suficiente e que o planejamento considera diferentes cenários simultâneos.
Mesmo assim, a velocidade de reposição tornou-se um ponto central. Uma indústria preparada para produzir em ritmo de paz enfrenta dificuldade para acompanhar o uso intensivo de armas sofisticadas. O resultado é uma janela de vulnerabilidade que pode influenciar decisões de Rússia, China, Coreia do Norte e outros governos.


