A população da Islândia rejeitou a retomada das negociações para o país entrar na União Europeia. O não recebeu 52,8% dos votos, contra 47,2% favoráveis à reabertura do processo de adesão.
O plebiscito mobilizou 225.301 eleitores, equivalentes a 82,5% do total. Foi a maior participação registrada no país desde as eleições parlamentares de 2009.
A pesca teve peso decisivo na votação. O setor responde por cerca de 40% das exportações e 15% do Produto Interno Bruto islandês, e uma eventual adesão obrigaria o país a seguir regras europeias sobre cotas e áreas de captura.
Os defensores da entrada apontavam vantagens como maior estabilidade monetária, crédito mais barato e acesso ampliado ao mercado europeu. A Islândia já participa da Área Econômica Europeia e do Espaço Schengen, mas mantém autonomia em políticas consideradas estratégicas.
A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir afirmou que o governo respeitará o resultado e não retomará as negociações durante a atual legislatura. O resultado mostra que temores sobre soberania e controle dos recursos pesqueiros superaram as pressões geopolíticas no Atlântico Norte.
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