Um condomínio logístico com capacidade para receber 417 caminhões em Guarujá está na etapa de análise do plano básico pela Autoridade Portuária de Santos (APS). O projeto, destinado à Margem Esquerda do complexo portuário, prevê investimento de R$ 195,4 milhões nas instalações.
A implantação será conduzida pela Conecta Log Condomínio Logístico, que assinou contrato com a APS em 26 de agosto. O empreendimento ocupará uma área de 163,1 mil metros quadrados no bairro Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho.
Além do pátio regulador, o conjunto terá uma área de serviços de apoio às operações logísticas e espaço para armazéns cobertos. A estrutura foi planejada para atender ao fluxo de caminhões que utiliza o Porto de Santos.
A assinatura do contrato ainda precisa ser seguida por outras etapas. Caso não haja objeções ao plano básico, a APS comunicará a aprovação à empresa. A partir desse aviso, as partes terão até 30 dias para assinar o Termo de Aceitação Provisória e Permissão de Uso de Ativos.
Esse documento marcará a assunção da área pela cessionária e permitirá a realização dos investimentos previstos. O início das atividades deverá ocorrer em até três anos, conforme o prazo informado pela autoridade portuária.
O contrato de cessão de uso onerosa terá duração de 20 anos. Para esse período, as receitas estimadas do empreendimento somam R$ 815,8 milhões. O valor corresponde à projeção de faturamento ao longo da exploração da área e é distinto do investimento previsto nas instalações.
A Conecta Log foi constituída como Sociedade de Propósito Específico pelo Consórcio Marlog-Petrasalis Logística, vencedor da licitação realizada em 17 de dezembro de 2025.
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, o condomínio deve contribuir para o atendimento dos milhares de caminhões que circulam diariamente pelo complexo. Ele também relaciona a estrutura à preparação da Margem Esquerda para o crescimento da demanda e para a futura ligação entre Santos e Guarujá por túnel.
Na Margem Direita, o condomínio logístico planejado entre os bairros Saboó e Alemoa permanece com o processo paralisado por decisão judicial. A situação dessa área é diferente da tramitação do projeto de Guarujá, que já chegou à análise técnica do plano básico.


