O número de mortes no trânsito da Baixada Santista aumentou 1,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 138 vítimas fatais entre janeiro e junho, contra 136 nos seis primeiros meses de 2025.
O movimento regional contrasta com o resultado do Estado de São Paulo, onde as mortes caíram 5,9%, passando de 3.051 para 2.871. Os dados são do Infosiga e foram apresentados durante o fórum A Região em Pauta, realizado pelo Grupo Tribuna.
Os motociclistas concentraram a maior preocupação. As mortes de condutores e passageiros de motos cresceram 16,1% na região, de 56 para 65. Esse grupo respondeu por 47,8% das vítimas fatais. Também morreram 38 pedestres, 21 ciclistas e 13 ocupantes de automóveis. Uma vítima não teve o meio de transporte informado.
Especialistas relacionaram o cenário ao uso intenso de motocicletas para trabalho e lazer, somado à circulação de veículos pesados vinculada às atividades do Porto de Santos. A combinação aumenta a complexidade do trânsito regional e exige medidas coordenadas entre os municípios.
Durante o encontro, representantes de órgãos públicos e entidades defenderam ações educativas, fiscalização e punição efetiva para infrações graves. Também foi discutida a necessidade de incorporar a educação para o trânsito à formação escolar.
Os participantes destacaram que a redução das mortes depende da atuação conjunta do Poder Público, da iniciativa privada e da sociedade. O objetivo é combinar infraestrutura, conscientização e cumprimento das regras para proteger especialmente os usuários mais vulneráveis das vias.


