A Pinacoteca Benedicto Calixto recebe, de sexta-feira a domingo, a segunda edição da Feira do Livro, em Santos, com uma programação que promete transformar o espaço em ponto de encontro entre escritores, leitores, artistas e amantes da literatura. O acesso será solidário: para entrar, o público deverá doar um livro de literatura em bom estado.
Ao longo dos três dias, a feira vai reunir mais de 100 escritores de diferentes cidades do Estado e também de outras regiões do País, além de coletivos literários, editoras independentes e instituições culturais ligadas à formação de leitores. A proposta é ampliar o acesso à leitura e fortalecer a cena cultural da Baixada Santista com uma programação gratuita e variada.
Entre as atividades previstas estão palestras, lançamentos de livros, leituras de poesia, debates, contação de histórias, apresentações musicais e o já tradicional Palco Aberto, espaço voltado a leituras e performances literárias com inscrições feitas no próprio local. A feira integra ainda a programação do Arte na Pinacoteca, projeto que nesta edição tem direção executiva de Leila Gazzaneo, curadoria de Antonio Carlos Cavalcanti Filho e Carlos Zibel e produção executiva de Fábio Luiz Salgado.
A programação destaca nomes como a escritora santista Carolina Ramos, que aos 102 anos continua em atividade literária, e Flávio Viegas Amoreira, um dos autores mais conhecidos da literatura contemporânea brasileira. Na abertura, Amoreira participa de uma homenagem à autora, conhecida como a Princesa dos Trovadores. Os temas abordados ao longo do evento vão de literatura infantil a inclusão social, quadrinhos, poesia, ficção científica e narrativas contemporâneas. As crianças e os jovens também terão espaço relevante nesta edição. Estão previstas atividades como brincadeiras comandadas por Clara Sznifer e Márcia Okida, contação de histórias com Cissa Martins, debates sobre criaturas fantásticas em cenários brasileiros, além de conversas sobre construção de universos literários e ficção científica. A programação musical também entra na proposta de ampliar o perfil do evento e fazer da feira não apenas um espaço de venda e lançamento de livros, mas um ambiente de convivência cultural mais amplo.


