Evento reúne manifestação, apresentações culturais e reivindicações por políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+
O Centro Histórico de Santos volta a ser palco de uma das manifestações mais simbólicas do calendário da cidade. A Parada do Orgulho LGBT+ ocupa a região com uma programação que mistura ativismo, arte e celebração, reforçando a luta por direitos iguais e mais visibilidade para a população LGBTQIAPN+.
Mais do que uma festa, a Parada chega como um ato político e social. A proposta do evento é reunir milhares de pessoas em defesa do respeito, da cidadania e da ampliação de políticas públicas voltadas à comunidade. Em um momento em que debates sobre direitos, acolhimento e proteção seguem urgentes, a ocupação do espaço público também ganha peso como mensagem.
A programação inclui apresentações artísticas e manifestações ao longo do trajeto, dando ao evento um caráter que vai além do desfile. A ideia é fazer da arte uma linguagem de resistência, visibilidade e encontro, transformando o Centro em um espaço de expressão coletiva.
Entre as principais pautas levantadas neste ano está a criação de uma casa de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+, especialmente jovens expulsos de casa. Também entram no debate a necessidade de um centro de referência mais estruturado, com atendimento em segurança, assistência social e acompanhamento psicológico.
Ao longo dos anos, a Parada em Santos vem consolidando um papel importante na cidade: o de lembrar que ocupação também é direito. Estar nas ruas, com bandeiras, corpos e vozes visíveis, continua sendo uma forma de reafirmar existência e cobrar avanços que ainda não chegaram para todos.
No fim das contas, o evento une dois movimentos que caminham juntos: celebrar conquistas já alcançadas e lembrar que a luta por respeito, proteção e igualdade ainda não terminou.


