O porteiro Manuel Severino Silva dos Santos, de 53 anos, vive isolado entre os escombros da favela do Moinho, na região central de São Paulo. A residência construída e reformada por ele ao longo de duas décadas é uma das duas últimas casas que permanecem inteiras na área em processo de demolição.
A remoção da comunidade começou em abril de 2025 e deverá ser concluída nos próximos dias. Ao todo, 851 famílias foram incluídas no programa habitacional criado após um acordo entre os governos federal e estadual. As moradias oferecidas são integralmente subsidiadas.
Manuel ficou fora da primeira análise porque sua renda, somada a adicional noturno, horas extras e auxílio-alimentação, ultrapassou o limite previsto. Ele aguarda a aprovação de uma carta de crédito e evita aceitar auxílio-aluguel por receio de perder o direito à moradia definitiva.
O terreno pertencia à União e foi cedido ao Estado para a implantação de um parque público. Nas proximidades, o governo paulista também planeja construir sua nova sede administrativa. Enquanto a definição não ocorre, o morador permanece cercado por entulho e máquinas utilizadas na retirada das construções.
Imagem gerada por IA.


