Pequenas quantidades de células maternas podem estar presentes no cérebro dos filhos anos após a gestação. Uma equipe comparou amostras cerebrais de 37 crianças submetidas a cirurgia para epilepsia com o DNA de suas mães e encontrou sinais dessas células em 26 casos.
A concentração média foi baixa: cerca de 2,2 células maternas a cada 100 mil células cerebrais. O fenômeno, chamado microquimerismo, ocorre quando células de uma pessoa permanecem no corpo de outra após a troca celular durante a gravidez. Outras análises sugerem que vestígios podem persistir por muito mais tempo, mas ainda há perguntas sobre frequência e função.
O estudo, divulgado como pré-publicação, não mostra que essas células causem doenças, melhorem a memória ou alterem o comportamento. O achado abre uma linha de pesquisa sobre a relação biológica entre mãe e filho que pode continuar depois do nascimento, sem oferecer por enquanto uma aplicação clínica.


