Sequências de DNA encontradas em amostras intestinais levantaram a possibilidade de que bactérias de tamanho incomum também vivam no corpo humano. Cientistas buscaram parentes de Epulopiscium, grupo que inclui microrganismos capazes de atingir centenas de micrômetros, em um grande conjunto de amostras de diferentes espécies.
Sinais genéticos relacionados ao grupo apareceram em milhares de amostras humanas. Em geral, eram uma fração pequena das sequências analisadas. O passo decisivo ainda falta: ninguém apresentou uma imagem direta dessas supostas bactérias gigantes vivendo no intestino humano.
Por isso, o achado, divulgado em pré-publicação, deve ser tratado como pista, não como confirmação visual de uma nova moradora da microbiota. Também não está demonstrado que ela cause inflamação ou qualquer doença. Identificar o organismo, medir seu tamanho e entender sua função são as próximas perguntas da pesquisa.


