A capacidade dos ecossistemas terrestres de retirar carbono da atmosfera se recuperou em 2025 depois de dois anos de forte pressão causada por calor, seca e incêndios. Uma análise preliminar estima a absorção de 2,36 bilhões de toneladas de carbono no ano, cerca de 710 milhões acima da média de 2015 a 2022.
A recuperação foi impulsionada sobretudo pelas florestas tropicais, inclusive em áreas da Amazônia e da África. Em 2023 e 2024, os efeitos do El Niño e das queimadas haviam reduzido acentuadamente o chamado sumidouro terrestre de carbono.
O resultado é uma boa notícia de curto prazo, mas não quer dizer que a crise climática tenha sido revertida. Um novo episódio intenso de El Niño pode provocar outra queda na absorção. A vegetação continua retirando parte do CO₂ emitido pelas atividades humanas, porém a repetição de extremos climáticos ameaça essa função. Preservar florestas e reduzir emissões seguem sendo medidas indispensáveis.


