A inteligência artificial começa a atuar não só na análise de dados científicos, mas também na execução de tarefas experimentais. Em um laboratório de Yale, nos Estados Unidos, pesquisadores usaram um sistema baseado no Claude para controlar etapas de um experimento com pulsos de laser e átomos de rubídio.
Outra equipe da universidade revisou seis testes usados para medir o desempenho de modelos de IA em física. Depois de corrigir erros e ambiguidades nas perguntas, as notas em alguns casos mudaram drasticamente. Isso mostra que parte da avaliação dessas ferramentas depende da qualidade dos próprios testes.
O experimento não demonstra que a IA possa substituir físicos. Formular perguntas relevantes, interpretar resultados inesperados e verificar a segurança do procedimento continuam exigindo supervisão humana. A novidade é a possibilidade de automatizar rotinas de laboratório e ampliar o tempo disponível para investigação. Também cresce a necessidade de documentar o que a máquina fez para que os resultados possam ser conferidos e reproduzidos.


