Os braços desproporcionalmente pequenos do Tyrannosaurus rex podem ter sido consequência da evolução de crânios maiores e mordidas mais poderosas. A hipótese ganhou apoio em uma análise comparativa de 82 espécies de dinossauros terópodes carnívoros.
Os pesquisadores encontraram uma associação mais forte entre a redução dos membros dianteiros e a robustez do crânio do que entre braços curtos e aumento geral do corpo. O mesmo padrão apareceu de forma independente em cinco linhagens de grandes predadores, entre elas tiranossaurídeos, abelissaurídeos e carcharodontossaurídeos.
A interpretação é que, à medida que cabeça e mandíbula assumiram o papel principal na captura de presas, os membros dianteiros perderam importância para a caça. A seleção natural teria favorecido o investimento energético em uma arma mais eficiente, enquanto os braços foram gradualmente reduzidos.
O estudo não conclui que os membros do T. rex fossem totalmente inúteis. Eles podem ter mantido funções secundárias que ainda não foram identificadas. Também houve exceções entre grandes terópodes, como espécies que conservaram braços longos. A pesquisa explica uma tendência evolutiva ampla, mas não resolve sozinha todas as particularidades anatômicas do tiranossauro.


