Um modelo computacional propõe que a Grande Pirâmide de Gizé tenha sido erguida com quatro rampas integradas às bordas da própria estrutura. O sistema teria permitido transportar blocos em trajetos ascendentes ao redor da construção, evitando uma única rampa externa de dimensões gigantescas.
A pesquisa, publicada na npj Heritage Science, testou a capacidade logística do método diante do volume estimado de 2,3 milhões de blocos. As simulações indicam que corredores temporários em espiral poderiam sustentar um ritmo compatível com os cerca de 27 anos atribuídos ao reinado do faraó Quéops.
O modelo também tenta relacionar as rampas a vazios e anomalias detectados no interior da pirâmide por levantamentos modernos. Em cada nível, trabalhadores poderiam elevar os blocos por mais de uma face, distribuindo o esforço e reduzindo a distância necessária para as estruturas auxiliares.
Apesar dos resultados matemáticos, a proposta ainda é uma hipótese de engenharia. Especialistas afirmam que serão necessárias novas varreduras e evidências arqueológicas de corredores, encaixes ou marcas de construção para confirmar o sistema. O trabalho demonstra que a solução seria fisicamente plausível, mas não prova que tenha sido o método realmente usado há cerca de 4.500 anos.


