A Uber expandiu nacionalmente uma funcionalidade que permite a usuárias mulheres e pessoas não binárias solicitarem viagens com motoristas mulheres de forma prioritária. A ferramenta foi ampliada após fase de testes em sete cidades.
Segundo a diretora-geral da Uber no Brasil, Silvia Penna, a nova opção teve boa recepção entre passageiras e faz parte de uma estratégia para aumentar a presença feminina na plataforma.
Hoje, as mulheres representam menos de 10% da base de motoristas parceiras da Uber no Brasil. A empresa afirma que ainda existem barreiras sociais e práticas para ampliar essa participação, mas avalia que a presença de mais motoristas mulheres pode favorecer tanto quem dirige quanto quem usa o serviço.
A nova funcionalidade se soma ao U-Elas, recurso existente desde 2018 que permite que motoristas mulheres escolham receber viagens apenas de passageiras mulheres. A ideia é reduzir barreiras de entrada e aumentar a sensação de segurança nas primeiras corridas.
Com o lançamento do Uber Mulher para passageiras, a empresa espera gerar um efeito em duas pontas: ampliar a adesão das usuárias que preferem viajar com mulheres e, ao mesmo tempo, atrair mais motoristas mulheres interessadas em usar a plataforma como fonte de renda.
A Uber não informou uma meta numérica fechada, mas afirma que pretende registrar crescimento de dois dígitos na participação feminina entre motoristas.
A empresa reconhece que a violência contra mulheres é um problema sistêmico e diz que a ferramenta foi desenvolvida a partir da demanda de usuárias que relatavam se sentir mais confortáveis quando a corrida era feita por uma motorista mulher.


