A educação entrou no confronto de propostas para o segundo turno. Flávio Bolsonaro promete ampliar investimentos e adotar novas medidas para as escolas, mas ainda não detalhou de onde viriam os recursos. Lula, por sua vez, defende ampliar bolsas e políticas que ajudem estudantes a permanecer na sala de aula.
O contraste passa pelo histórico do governo de Jair Bolsonaro. Em valores corrigidos pela inflação, a execução do Ministério da Educação em seus quatro anos foi inferior à do quadriênio anterior. Já a gestão Lula elevou os desembolsos em relação ao período Bolsonaro, embora a comparação de 2026 ainda seja parcial.
Flávio fala em investir R$ 250 bilhões na área, criar 215 unidades cívico-militares e oferecer vouchers educacionais. Não apresentou, porém, um cronograma, a origem da verba ou uma avaliação dos custos e resultados dessas iniciativas. A promessa de escolas “livres de doutrinação político-partidária” também depende de uma definição concreta do que mudaria no cotidiano de professores e alunos.
Lula aposta na expansão de programas de apoio financeiro a estudantes, como o Pé-de-Meia. A lógica é enfrentar um problema prático: para muitas famílias, manter o jovem na escola tem custos de transporte, alimentação e renda que deixam de entrar em casa.
Investimento anunciado não é investimento executado. Para que o eleitor compare as propostas, os candidatos precisam mostrar não só metas, mas o orçamento, o prazo e como medirão se as medidas melhoram a aprendizagem e reduzem a evasão.


