O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro integra, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa de quatro policiais militares acusados de envolvimento em uma operação que terminou com quatro mortos no Vidigal, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2020. Entre as vítimas estavam o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e o entregador Marcos Guimarães Silva, de 51. A atuação do senador no processo foi revelada em reportagem do SBT News.
Segundo a acusação do Ministério Público, os agentes simularam uma emboscada dentro de um imóvel. A investigação policial concluiu que disparos feitos de cima para baixo atingiram o porteiro e o entregador quando eles passavam pelo local. Os quatro PMs contestam a acusação e têm direito à defesa.
Flávio passou a atuar no processo na fase do STJ, ao lado da equipe do advogado Paulo Klein. A defesa tenta impedir que os policiais sejam levados a julgamento pelo tribunal do júri. Até a publicação da reportagem, o senador e sua campanha não haviam respondido aos questionamentos do SBT News.
A atuação como advogado não significa que Flávio participou da operação ou endossou as mortes. Para um candidato à Presidência, porém, sua escolha de integrar a defesa em um processo sobre violência policial é um fato de interesse público — assim como o direito das famílias das vítimas a uma apuração completa e a uma decisão da Justiça.


