Um exame de sangue que mede o biomarcador p-tau217 começou a ser oferecido pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, como ferramenta de apoio à investigação da doença de Alzheimer. O preço informado é de cerca de R$ 3,2 mil. A novidade pode tornar a avaliação menos invasiva para parte dos pacientes, mas não substitui consulta, histórico clínico e testes cognitivos.
A proteína medida no sangue está associada a alterações cerebrais observadas na doença. O resultado ajuda especialistas a avaliar pessoas que já apresentam queixas persistentes, especialmente perda progressiva de memória ou comprometimento cognitivo leve. Há resultados inconclusivos, nos quais podem ser necessários exames adicionais ou nova avaliação.
O teste não deve ser usado como triagem de pessoas sem sintomas nem como promessa de prever quem desenvolverá Alzheimer. Um marcador alterado, isoladamente, não estabelece diagnóstico. Esquecimentos também podem ter outras causas tratáveis, como alterações da tireoide, deficiência de vitamina B12 ou depressão.
O exame ainda não está disponível no SUS e não há prazo definido para incorporação. O avanço amplia as possibilidades de investigação, mas seu custo também evidencia a distância entre a chegada de uma tecnologia e o acesso amplo da população a ela. Pessoas com sintomas devem procurar avaliação médica, em vez de solicitar o teste por conta própria.


