A ventania que atingiu a Baixada Santista na tarde desta quarta-feira (29) provocou transtornos em Santos, com queda de árvores, danos a estruturas, interrupção de travessias de balsas e suspensão temporária da navegação no Porto de Santos.
As rajadas passaram dos 100 km/h na região, impulsionadas pela chegada de uma frente fria ao litoral paulista. O sistema avançou sobre uma atmosfera quente e úmida, condição que favoreceu a formação de tempestades, queda brusca de temperatura e ventos intensos.
Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore durante o temporal. A força do vento também afetou a mobilidade e a operação portuária, com registro de paralisação temporária da navegação no Porto de Santos e interrupções nas travessias de balsas.
O episódio foi provocado por ventos costeiros, fenômeno que atinge áreas próximas ao mar e pode alcançar diferentes cidades ao mesmo tempo. Ao contrário de um tornado, esse tipo de vento não forma funil e costuma se espalhar por uma faixa mais ampla do litoral.
O Instituto Nacional de Meteorologia havia emitido alerta de perigo para ventos costeiros em áreas do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Os estragos registrados nesta quarta incluíram quedas de árvores, destelhamentos, apagões e interrupções no transporte em diferentes pontos do Sul e do Sudeste.
Na capital paulista, a chegada do ar frio também provocou mudança brusca de temperatura. Os termômetros chegaram a marcar 29°C antes da queda para cerca de 20°C, com registro de rajadas em aeroportos e possibilidade de vento moderado a forte até a noite em diferentes regiões do Estado.
A ocorrência reforça o alerta para os riscos associados a eventos extremos no litoral, especialmente em áreas com grande circulação de pedestres, árvores de grande porte, estruturas expostas e atividades portuárias. Em situações de ventania, a recomendação é evitar ficar próximo a árvores, placas, postes, muros, andaimes e fiações.


